domingo, 14 de junho de 2015

Mau humor...

Imagem: Roger Hill/Arte: Fernando Amaral

Meu túmulo...

Quando já não estiver mais aqui e fores me visitar...

Não encontrarás lápide e nem Cruz.

O que verás é a rosa que seguro em silencio...

Pela raiz.

sábado, 2 de agosto de 2014

Miopia...

Imagem e Arte: Fernando Amaral

Para você...

Não me ame antes de me conhecer...

Não me odeie depois de me conhecer.

Não crie expectativas a meu respeito...

Não me cuspa a primeira mordida.

Não se exalte diante dos meu erros e nem me exalte pelos meu acertos...

Não espere de mim que eu espere nada você...

Não quero ir fundo em suas águas, pois não pretendo me afogar nas decepções.

Caminhemos então, cientes que somos diferentes...

Que podemos divergir sem nos odiar e convergir sem nos santificar.

Somos carne e como tal pereceremos...

Sermos consumidos por tudo que nos cerca.

Deglutidos e regurgitados...

Reciclados.

Caminhemos então, cientes que somo finitos...

Passageiros por acaso nessa nave chamada vida.

Fernando Amaral.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Havia um ar de melancolia...

Imagem: Fernando Amaral

O arrastar das horas...

Nas horas que se arrastam lentas...

O silencio oprime...

Fere.

Nas sombras a saudade esculpe tua imagem...

Que brinca de esconde, esconde...

Toda vez que os faróis dos carros iluminam a parede nua.

Fernando Amaral.

domingo, 20 de abril de 2014

E eles se amavam como dois animais...

 Imagem e Arte: Fernando Amaral

Não vou a nenhum lugar...

Por onde quer que eu ande...

Levarei comigo fragmentos seus.

Esteja onde estiver...

Haverá solidão.

Por isso, aqui estou...

Sem arredar pé.

E, todas as manhãs, depositarei sobre a terra que te esconde...

As flores que a morte me impediu de te ofertar.

Fernando Amaral.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Aventuras...

Imagem e Arte: Fernando Amaral

Moro em você...

Moro onde ninguém me vê...

Mas você me sente.

Moro ao lado dos seus sentimentos...

Sejam eles felizes ou não.

Moro onde a vida pulsa...

Moro em seu coração.

Fernando Amaral.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Quem te vigia?

Imagens: Autores Desconhecidos/Arte: Fernando Amaral

Voa Condor...

Voa Condor...

Cruza as cordilheiras com teu voo sereno...

Mira todas as paisagens...

E segue deixando em teu rastro a paz.

Quando enfim desejares voltar...

Traz consigo todas as imagens...

Todas as histórias...

E numa noite de luar...

As conta para o vento...

Que manso e lento as trarão até aqui.

Fernando Amaral.

domingo, 6 de abril de 2014

Liberdade é o destino....

Imagem: Autor Desconhecido/Arte: Fernando Amaral

Ferida...

Supura ferida...

Maldita paixão...

Escorre viscosa e pútrida.

Agora, aberta, já não latejas mais, embora ainda doa...

Logo serás apenas uma cicatriz.

Uma marca...

Uma história guardada na alma.

Fernando Amaral.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Apenas observo...

Auto Retrato: Frenando Amaral

Saudade de minha mãe...

Lá se vão sete anos...

Frente a frente a tua ausência...

Curvo-me sob o peso da imensa saudade...

E em silencio sigo...

Pois se já não sou filho, sou pai.

Fernando Amaral.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Nada mais feliz que uma gaiola vazia...

Imagem: Fernando Amaral

Compreender é tudo o que precisamos...

Segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos...

Tempo!

É do tempo que precisamos para esquecer?

Não!

Como esquecer o que nos marcou tão profundamente?

Essas marcas serão carregadas pelo o resto de nossas vidas.

Afinal, o que precisamos para continuar?

Compreender...

Compreender é tudo o que precisamos para prosseguir sem mágoas ou rancores...

Hoje compreendo.

Fernando Amaral.

Ao sol...

Imagem: Fernando Amaral

quinta-feira, 13 de março de 2014

Buscas...

Busco na solidão encontrar a mim mesmo...

Busco no silêncio respostas...

Busco no meu passado explicações para o meu presente...

Busco no futuro a paz...

Pois sei que não tenho salvação.

Fernando Amaral.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Green...

Imagem: Fernando Amaral

Minha estrela...


De todas as estrelas...

A que mais me encanta é você.

Mesmo que mil anos luz nos separe...

Hei de navegar por todas as constelações...

Até que possa te alcançar.

Fernando Amaral.

quinta-feira, 6 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

Árvore...

Imagem: Carlos Lyra/Arte: Fernando Amaral

Enquanto...

Enquanto você sai, canta, dança e me espanta de sua vida...

Passo as noites acordado, fazendo amizade com as sombras.

A solidão é companheira fiel...

A angustia é amante indecente que me invade, me possui e me consome.

Enquanto você busca recuperar o tempo que crê ter perdido...

Passo os dias entorpecido buscando respostas no horizonte.

Enquanto você passa e fingi não me ver...

Espero você sumir ao longe como meteoro que se esvai na noite escura.

Enquanto você se inunda de motivos para me deixar...

Agarro-me a esperança de um dia você voltar.

Enquanto você me lança todos os pecados...

Peço-te, não cuspa no chão, cuspa em meu peito e regue meu coração.

Fernando Amaral.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Pecados...

Arte: Fernando Amaral

Acreditei em tantas coisas...

Acreditei no amor e ele me cuspiu no rosto...

Acreditei na lealdade e ela me traiu...

Acreditei na felicidade e ela debochou de mim.

Pedi ajuda a misericórdia e ela me virou as costas...

Pedi amparo à compaixão e ela zombou da minha dor...

Pedi abrigo à solidariedade e ela me mostrou a porta da rua.

Segui então meu caminho...

Sangrei...

Gemi...

Gritei...

Arrastei minhas chagas abertas por ruas desertas...

Minha alma buscava um porquê, um tentar entender...

Feria-me como punhal o nojo e a repulsa pelo amor que ofertei...

Feria-me como punhal o escárnio pelo meu não ter...

Feria-me como punhal o deboche pelo meu envelhecer...

Não havia canto onde me proteger, nem manto para me aquecer...

Não havia remédio ou cura...

Não havia sanidade, só loucura.

Por fim, me entreguei ao desencanto e ele enxugou meu pranto...

Por fim, me aproximei da solidão e ela me estendeu sua mão...

Por fim, me despedi da ilusão e ela partiu contrita e cabisbaixa...

Levou consigo a esperança...

Mas me deixou a saudade...

Hoje vagamos juntos sem destino a alcançar.

A saudade é companheira...

Prometeu-me continuar lado a lado...

Até que eu encontre o colo da morte...

Derrame meu último pranto...

Aconchegue-me em seus braços...

E possa descansar.

Fernando Amaral.

Música na noite...

Arte: Fernando Amaral

Quando resolver partir...

Quando resolver partir...

Não diga adeus...

Não diga nada...

Abra a porta e vá.

Escolha um caminho e não olhe para trás...

Siga o vento.

Quando resolver que é hora de ir...

Não deixe bilhete nem carta...

Não leve saudade...

Nem sinta temor...

Nada é eterno, tudo é finito.

Fernando Amaral.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Namorados...

Arte: Fernando Amaral

Por toda a madrugada...

Nem bem a luz apagou...

Joguei-me em teus braços...

Meio afoito...

Desajeitado.

Tua boca molhada...

Era perdição.

Baixinho o rádio tocava uma canção...

Não tinha letra...

Nem precisava.

Nossas mãos percorriam aflitas...

Curvas...

Saliências...

Indecências.

Seus seios macios eram deliciais...

Suas coxas mornas exigiam caricias...

Seu sexo úmido e quente...

Pulsava...

Pedia...

Implorava.

Minha boca percorria tua intimidade...

Sugava ansiosa teu tesão...

Guardava teu gosto...

Enquanto meus olhos...

Fitavam teu rosto...

Estampado de prazer e paixão.

Do lado de fora...

A noite calava...

E nos protegia com seu manto escuro.

No leito...

Éramos amantes...

Loucos um pelo outro...

Enlaçados sem pudor...

Éramos desejo...

Éramos impulso e sofreguidão.

Assim varamos a madrugada...

Eu e você minha amada...

Até que o sol...

Rasgou o véu da noite...

E pela fresta da janela...

Encontrou-nos cansados e saciados.

Iluminou seu rosto...

E em seu olhar de fêmea manhosa...

Pude ver a menina...

Que por horas a fio...

Foi vadia...

Foi safada...

Foi mulher...

E que marcou minha alma...

Com garras de tigresa...

E deixou em meu peito a certeza...

Que jamais houve ou haverá outra igual.

Fernando Amaral.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Não me espere mais...

Imagens: Autores Desconhecidos/Arte: Fernando Amaral

Saudade...

Sinto saudade do tempo em que tinha todo o tempo do mundo a meu favor...

Sinto saudade dos anos em que sonhar era permitido...

Sinto saudade do menino que um dia fui e que hoje está perdido.

Fernando Amaral.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tão perto e ainda assim, longe demais...

Imagem e Arte: Fernando Amaral

Despedida...

Entrei em sua vida...

Com palavras que deixei em um mural...

E ainda delas lembro...

Pois não eram galanteios ou coisa do gênero.

Diziam apenas isso...

“Passei para deixar um oi e um sorriso”.

E me fui, na certeza que não obteria resposta...

Errei!

Você respondeu.

Quase não acreditei...

Mas lá estava sua resposta...

O resto você já sabe.

Hoje volto e escrevo em outro mural...

A mesma frase...

“Passei para deixar um oi e um sorriso”.

E acrescentar...

Obrigado pelo tanto que me foi dado...

E pelo tudo que senti.

Sou-lhe grato...

Pelo tempo que contigo convivi...

Pelos sorrisos que recebi...

Pelas lágrimas que derramamos juntos...

E por todas as coisas que me fizeram sorrir.

Sou-lhe grato...

Por se a gratidão a única virtude que tenho...

Pois das outras virtudes desdenho...

Já que anos que esquartejaram minha juventude...

Ensinaram-me...

Que quem carrega a gratidão no peito...

Não se permite ofender a quem lhe deu o seu melhor.

Saio de sua vida da mesma forma que entrei...

Pela porta da frente...

Mesmo que no momento você tenha me colocado no quarto de despejo.

Saio com a certeza...

De jamais ter traído sua confiança...

Saio sem mágoa e sem nenhum rancor.

Mas por ser humano...

Falho e imperfeito...

Levo no peito só uma dor...

A de não saber que razão que a fez silenciar tão repentinamente...

Evitar-me tão peremptoriamente.

Mas...

Suas razões são suas...

Mesmo que esperasse de você...

Uma despedida mais apropriada...

Não vou sair a cobrar nada...

Não sou credor...

Sou devedor!

Pois se sonhei sonhos bons...

Os sonhei com você.

Cometi apenas um desatino...

E por isso lhe peço perdão...

A imaginei musa...

Que besteira!

Não se conquista musas com poemas...

Nem com insanidades a varar madrugadas...

O que um velho poeta teria a oferecer?

Nada!

Portanto, é hora de partir...

De deixar de sonhar...

De compreender que existem mais coisas a nos separar que coisas a nos unir...

Poetas são desleixados...

Pois poetas não são narcisos a discutir com o espelho cada ruga que o tempo impôs...

Poetas sequer dos espelhos precisam...

Pois no rosto de suas musas, tem toda a beleza que precisam.

Poetas infelizmente não são tão jovens...

Jovens não nada sabem de poesia.

Jovens...

As usam como armadilha...

Para enfeitiçar e deslumbrar a presa...

Sem compreender que cada verso...

Foi arrancado da alma...

De um poeta apaixonado.

Jovens não têm musas...

Tem corpos a ser consumidos...

Devorados...

Sugados...

E depois abandonados.

Jovens fazem das sextas feiras promessas...

Dos sábados ilusões...

E dos domingos desilusões.

Mas é assim que é e é assim que sempre será!

Até que o tempo passe...

E a juventude se transforme em maturidade.

Os que conseguirem sobreviver à dor de perder a si mesmos...

Descobrirão que a poesia não é mera fantasia...

E sim tudo que o amor precisava para ser feliz.

Digo adeus.

Mas como sou poeta...

Mesmo que em seu coração você não me leve...

Em meu coração hei te manter.

Hei de dedicar poemas a você...

Na vã e tola esperança...

De um dia encontrar escrito no céu...

Uma frase piegas...

Capaz de provocar risos nos que fazem do ficar...

Sua forma de amar.

Capaz de causar deboche...

Nos que creem...

Que mulheres devem ser “consumidas” antes que percam o prazo de validade...

E que homens dever ser “devorados” antes que seus corpos sarados murchem.

Uma frase simples assim.

Por onde andas meu poeta?

Espero que ainda me reconheças entre tantas estrelas que piscam no céu...

Pois sinto saudade do tempo em que me esperavas...

Mesmo que saibas que nunca por ti esperei.

Fernando Amaral.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Fragmentos...

Arte: Fernando Amaral

Você e eu...

Um dia meu doce amor...

Dormirei com você envolta em meus braços...

Minhas mãos guardarão seus seios macios e delicados...

Há instantes sugados com luxúria e excitação.

Suas coxas entre as minhas...

Comprimidas e enlaçadas...

Serão as mesmas que abertas e lascivas, me permitiram possuir e ser possuído.

Suas nádegas rijas e tentadoras...

Comprimirão meu sexo que mesmo saciado, ainda assim safado, buscará o calor de seus recôncavos.
Meu rosto se perderá em seus cabelos...

Minha respiração irá eriçar seus pelos...

E minha boca repleta do teu gosto te dirá com voz sonolenta...

Que o teu amor é a minha razão...

Que a tua presença é a minha paz...

E que teu corpo é a minha perdição.

Fernando Amaral.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Corrimão...

Imagem: Fernando Amaral

Acordei mais leve...

Hoje acordei mais leve...

Menos tenso...

Mais disposto a ser feliz.

Ontem sonhei com você...

Ontem toquei suas mãos...

Acariciei seu rosto...

Beijei sua boca.

Ontem caminhamos mãos dadas...

Rimos do nada...

Falamos coisas sem nexo.

Ontem não havia passado...

Não havia futuro...

Somente o presente.

Ontem ao sol poente...

Vimos a noite chegar...

Nos encantamos com o brilho das estrelas.

Dormimos em paz...

Aconchegados num doce abraço...

No ritmo lento do nosso respirar.

Foi esse meu sonho...

Singelo e pueril.

Foi assim que acordei...

Um sorriso nos lábios...

E a certeza de que por onde quer que andes...

Vez por outra...

Caminharemos juntos...

Apenas para lembrarmos que a felicidade não precisa de muito...

Apenas para lembrarmos que o que parece quase nada...

É tudo o que precisamos.

Fernando Amaral.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Welcome to hell

Arte: Fernando Amaral

Na rota das estrelas...

Mais uma vez dei asas à imaginação só para estar com você...

O tempo ao seu lado parece infinito...

Nada de pressa ou atropelo.

Não preciso partir...

Não tenho por que ir...

Não preciso de destino.

Ao seu lado sou menino, sou moleque, sou travesso...

Em sua cama sou seu homem, sou seu súdito, sou feliz.

Agora que a noite se vai...

Agora que o sol rasga o horizonte...

Dorme em paz minha amada...

Pois luz a da manhã me diz que é hora voltar a realidade...

O sol que invade minha janela é faca que corta a tênue linha que a você me prende.

Mas não há porque ser triste...

Logo o sol irá dormir...

Logo a noite vai chegar.

Na rota das estrelas hei de voar ao teu encontro...

Pois enquanto houver noite e houver madrugada...

Estaremos juntos.

Fernando Amaral.